Desenvolvimento Emocional: Caminhos e obstáculos

Atualizado: 18 de jan.

Tempo de leitura: 19 minutos

Muitos de nós somos motivados para alcançar o desenvolvimento emocional e superação dos nossos

desafios. Nessa trajetória percebemos que o gerenciamento de nossas emoções é o caminho para conquistarmos nosso bem-estar e felicidade. No entanto o tempo é cada vez mais escasso devido as tribulações e correrias do cotidiano, o que dificulta ou, na maioria das vezes, nos impede de passar da intenção para a ação.


É importante considerarmos o fato de que conquistar o bem-estar requer prática sobre um conjunto de habilidades e componentes cognitivos e emocionais que nos auxiliem avaliar melhor nossa vida. Não se trata de uma avaliação objetiva e racional em relação à vida em seu contexto mais amplo. Essa avaliação é pessoal, subjetiva e diz respeito à qual


idade da nossa vida, sobre nossa satisfação experienciada no cotidiano. Portanto independente do contexto e das condições socioeconômicas, saúde, sucesso e outras variáveis que poderiam permitir uma avaliação objetiva de qualidade de vida. Devemos refletir sobre a forma como nos posicionamos diante da vida com atenção plena e a consciência de que devemos adotar uma postura de “ação” e não “reação” diante das adversidades do dia a dia.

Neste artigo, discutiremos o desenvolvimento emocional – o que significa, como podemos cultivá-lo e quais estratégias podemos utilizar para implementar as competências e habilidades que nos permita o desenvolvimento emocional na vida real.


Este artigo contém:


O que é desenvolvimento emocional? Domínios do desenvolvimento emocional Estratégias para implementar o desenvolvimento emocional Uma mensagem para levar para casa


O que é desenvolvimento emocional?


O desenvolvimento emocional é um construto onde estão inseridos vários processos intrapessoais e interpessoais. Ele está relacionado à aquisição de competências fundamentais para se estabelecer um padrão comportamental com forte potencial de realizações positivas voltadas para o bem-estar e florescimento na vida das pessoas.

Um conjunto de habilidades são essenciais no aprimoramento dessas competências e estão relacionadas à nossa capacidade de identificar e gerir nossos próprios sentimentos, sermos capazes de motivar a nós mesmos e construirmos relacionamentos saudáveis. Em suma, essas habilidades devem ser expressadas através de ações e narrativas positivas que nos permita compreender, usar e gerenciar nossas emoções para aliviar o estresse, estabelecer comunicações eficientes, ter empatia com os outros, superar desafios e neutralizar conflitos.


Domínios do Desenvolvimento Emocional


Daniel Goleman, psicólogo, escritor, PhD da Universidade de Harvard, considerado o “pai da Inteligência Emocional”, compartilha com Peter Salovey a formulação da teoria da inteligência emocional: “A Peter Salovey, de Yale, devo o conceito de ‘inteligência emocional’” (Goleman, 1996, p.363).

Goleman divide o conceito de Inteligência emocional em quatro domínios a saber: Autoconsciência, Autogestão, Consciência Social e Gestão de Relacionamentos. Para a Terapia Sexual Positiva – TSP, o desenvolvimento emocional, no qual a inteligência emocional é parte integrante, esses domínios são considerados como habilidades aprendidas e aprendíveis e, a elas, são acrescentadas mais duas habilidades também essenciais. São estas: Autoestima e Tomada de Decisão Responsável.

A seguir analisaremos essas seis habilidades, divididas em três domínios:


Domínio Intrapessoal


A autoconsciência, autorregulação e autoestima são habilidades de natureza intrapessoal. A primeira é a capacidade de refletir sobre si mesmo e de reconhecer as suas emoções, a segunda, originada da primeira, é a capacidade da pessoa gerir a si própria e, por fim, a terceira corresponde a capacidade que a pessoa tem de pensar positivamente sobre si mesma.


Autoconsciência


Autoconsciência é a capacidade de se ver com clareza e objetividade por meio da reflexão e da introspecção. Acima de tudo envolve a consciência que temos dos nossos próprios pensamentos, sentimentos, emoções e valores e como eles influenciam nosso comportamento em diferentes contextos. Goleman destaca a autoconsciência como sendo um componente crucial da inteligência emocional. Nesse sentido, o desenvolvimento dessa habilidade possibilita ao cliente potencializar a capacidade de conhecer suas emoções e os efeitos que produz em seu corpo, além de reconhecer seus próprios sentimentos.


Autogestão (Regulação emocional)


É a capacidade de exercer controle sobre si mesmo para atingir objetivos ou cumprir normas. Por outro lado, isso inclui a capacidade de adiar a gratificação, administrar o estresse e sentir motivação para realizar objetivos pessoais e coletivos. Ana Paula Noronha, PUCRS, aponta que diferentes circunstâncias e eventos cotidianos requerem que as pessoas consigam se autogerir, sendo que cada situação, a depender do contexto, exigirá estratégias distintas.

A autogestão permite que você regule seus sentimentos, pensamentos e ações. Nesse sentido, quando você se sente sobrecarregado, essa força o ajuda a redirecionar suas emoções de maneira saudável. Mesmo quando os outros reagem fortemente, você mantém seu equilíbrio e compostura. Você não é provocado facilmente e sabe manter a calma (Rashid & Seligman, 2019). Temos então que através desse domino a pessoa adquire a capacidade de gerenciar a si mesmo. Portanto, ao lidar assertivamente com as emoções e os sentimentos delas resultantes ela adquire forte potencial para promover a resiliência e fortalecer os relacionamentos.


Autoestima


Autoestima é o senso do valor pessoal de uma pessoa. Em outras palavras, representa um aspecto avaliativo do autoconceito e consiste em um conjunto de pensamentos e sentimentos referentes a si mesmo. Igualmente envolve uma variedade de crenças a respeito de si próprio. Temos, portanto, que a autoestima está associada com saúde mental, habilidades sociais e bem-estar.


A autoestima cresce à medida que cultivamos nossa autoimagem, vencemos nossos medos e controlamos nossas ansiedades e impulsividade. Agindo dessa forma ampliamos nossa capacidade de lidar com os problemas, superamos nossas adversidades e resistimos à pressão de situações estressantes aprendendo com nossas próprias experiências. No contexto da TSP, a baixa autoestima está entre os fatores que prejudicam a vida afetiva e sexual dos casais em virtude de atuar como reforçador à estímulos aversivos, desencadeadores e/ou agravadores das disfunções sexuais.


Domínio Interpessoal


A consciência social e a gestão de relacionamentos são habilidades de natureza interpessoal e estão relacionadas com as interações com as outras pessoas, cuja base é o conceito de empatia, isto é, a capacidade que nós devemos ter em compreender os sentimentos dos outros e poder nos colocar no lugar deles.


Consciência social


Consciência social é a capacidade de conhecer e sentir compaixão pelas pessoas ao nosso redor bem como possuir a habilidade de interagir com elas da maneira mais eficiente e adequada. Além disso, desenvolver níveis mais elevados de consciência social significa ser capaz de lidar adequadamente com os problemas sociais e interpessoais. Portanto, uma consciência social desenvolvida abre as portas para a construção de relacionamentos positivos.


Gestão de Relacionamentos


Construir conexões positivas, úteis e inspiradoras levam a emoções mais positivas, permitindo que nos sintamos ouvidos, vistos e apoiados. Temos então que desenvolver habilidades de estabelecer e manter relacionamentos saudáveis inclui a capacidade de se comunicar com clareza, ouvir atentamente e negociar conflitos. Portanto, apoiar e oferecer ajuda sem expectativas, compartilhar boas notícias ou comemorar o sucesso é uma forma de promover o fortalecimento dos relacionamentos.


Domínio Intra e Interpessoal


A tomada de decisão responsável é uma habilidade de natureza intra e interpessoal. Ela está relacionada à criação de habilidades capazes de levar a escolhas construtivas sobre o comportamento pessoal assim como nas interações com as outras pessoas, nas diversas situações e contextos sociais.


Tomada de decisão responsável


Tomar decisões responsáveis corresponde à capacidade que temos em fazer escolhas construtivas sobre o nosso comportamento assim como sobre as interações sociais com base em padrões éticos, questões de segurança e normas sociais. Antes de tomarmos uma decisão potencial, é importante a considerarmos todos os aspectos e consequências resultantes dessa decisão. Portanto, para fazer escolhas responsáveis é necessário avaliar a situação, analisar suas opções e considerar as prováveis consequências de cada uma dessas opções para si próprio e para os outros.


Estratégias para implementar o desenvolvimento emocional


No início do artigo falamos sobre as habilidades que são necessárias para a construção de um padrão comportamental que tenha forte potencial de realizações positivas e, da mesma forma, estejam voltadas para o bem-estar. O aprimoramento dessas habilidades relacionadas aos domínios intra e interpessoal compõe a primeira etapa do Fluxo do Desenvolvimento Emocional – abordaremos sobre esse tema de forma mais aprofundada em nosso próximo artigo.

O próximo passo, a qual analisaremos a seguir, diz respeito às características e componentes cognitivos e emocionais, igualmente essenciais e aprendíveis, utilizados na Psicologia Positiva para mensurar o bem-estar. Da mesma forma essas características são utilizadas na TP como parte integrante da estruturação do processo de abordagem relativa ao desenvolvimento emocional.


Características e componentes cognitivos e emocionais


Utilizando os recursos da psicologia positiva na prática da TSP é possível o terapeuta elaborar um plano de autodesenvolvimento estruturado que ajude o cliente a redirecionar suas forças, competências e habilidades para que ele possa atingir seus objetivos pessoais. Essa possibilidade reside no fato da Psicologia Positiva está voltada para como as pessoas podem se sair bem, estar bem, se sentir bem e prosperar a longo prazo.

Com esse propósito, Martin Seligman, fundador da psicologia positiva e autoridade reconhecida em diferentes intervenções terapêuticas que desenvolvem resiliência e bem-estar, criou o Modelo PERMA (sigla formada com as iniciais em inglês dos cinco elementos que o compõe). São elas: Emoção positiva (Positive Emotion), Engajamento (Engagement), Relacionamentos (Relationship), Significado (Meaning), e Realização (Accomplishment). Esse modelo resume uma análise dos elementos individuais da vida que Seligman acredita que podem nos ajudar a cultivar maior felicidade e bem-estar geral.


Vejamos cada um de seus elementos:


Emoções Positivas


Como seres humanos, precisamos nos sentir bem, ter esperança e ser inspirados pelas coisas que fazemos assim como pela vida que vivemos. As emoções positivas nos ajudam de uma infinidade de maneiras, por exemplo, ser capaz de lidar melhor com as emoções ou experiências negativas quando elas surgem, é uma delas. Entretanto Isso não significa simplesmente “sentimentos felizes” que perseguimos para sentir um prazer momentâneo, nem, tampouco ignorar os sentimentos negativos. Emoções positivas tem a ver com resiliência e otimismo. Além disso, segundo Fredrickson (2009), citado por (Rashid &Seligman, 2019), elas desempenham um papel importante em tornar os processos de pensamento mais flexíveis, criativos e eficientes.

Por fim, emoções positivas também impactam a saúde física. Por exemplo, expressões de emoções positivas como entusiasmo e otimismo foram associadas a risco mais baixo de doença cardíaca (Eichstaedf et al., 2015) referido por (Rashid &Seligman, 2019). Além disso, entre os muitos benefícios das emoções positivas para a saúde está a redução do estresse e consequente aumento do bem-estar geral. Dessa forma podemos inferir que as emoções positivas podem, na verdade, agir como um amortecedor entre a pessoa e os eventos estressantes que ela tenha na vida.


Otimismo – Uma perspectiva construtiva


Rashid & Seligman (2019) entendem que focar nas emoções positivas é mais do que sorrir, apesar de ser esta, talvez, a conexão mais óbvia com a felicidade. Para esses autores, cultivar emoções positivas é a capacidade de permanecer otimista e dessa forma, ver a vida através de uma perspectiva construtiva. Em primeiro lugar, as emoções positivas sobre o passado incluem satisfação, contentamento, concretização, orgulho e serenidade. Em segundo lugar, sobre o futuro as emoções positivas incluem esperança e otimismo, fé, confiança e segurança. Por fim, sobre o presente as emoções positivas são experiências que envolvem habilidades de manter um estado de consciência capaz de nos manter conectados no aqui e agora, mesmo em momentos de dificuldade.


Engajamento


Engajamento é um estado mental e disposicional de investimento de energia, enfrentamento de dificuldades e direcionamento do esforço para uma atividade com o qual a pessoa se identifica e sente elevado prazer em realizar. Não é uma sensação momentânea, mas sim um estado mental persistente e positivo de absorção, seja no trabalho, nas relações íntimas ou lazer. Sem dúvida, além de nos ajudar a permanecer no momento presente, o estado de flow nos permite sintetizar as atividades em que encontramos calma, foco e alegria. “Os melhores momentos de nossas vidas não são os momentos passivos, receptivos e relaxantes… Os melhores momentos geralmente ocorrem quando o corpo ou a mente de uma pessoa é usado até seus limites em um esforço voluntário para realizar algo difícil e valioso” (Csikszentmihalyi, 1990).

Grande parte das pesquisas sobre engajamento e estado de fluxo estão voltadas para as organizações e relações de trabalho. Isso é fácil de entender. Por certo todos nós queremos ser felizes no trabalho. Quando nos tornamos uno com o que fazemos, isso nos leva a um alto desempenho, cognitivo e físico.


Workaholism e Burnout


O engajamento no trabalho é um estado positivo, afetivo e motivacional em relação ao trabalho. Esse é um fator que nos protege do esgotamento. Entretanto a busca incessante pela realização profissional, pode levar as pessoas a dois caminhos negativos e prejudiciais à saúde física e emocional. De um lado ela pode desenvolver um quadro de esgotamento (Burnout, em inglês), caracterizado pela exaustão, estresse e desmotivação e, do outro, gerar uma necessidade incontrolável de trabalhar em excesso, muito mais do que deveria ou do que é esperado (Workaholism, do inglês e que significa vício em trabalho).

Tanto o “Workaholism” quanto o “Burnout” geram estresse e conflitos que interferem negativamente na cadeia biopsicossocial e afetam fortemente a saúde do relacionamento conjugal. A nível de disfunções sexuais, seus efeitos podem se fazer presentes nos transtorno do interesse/excitação sexual feminino e transtorno do desejo sexual masculino hipoativo. Dessa maneira, trabalhar e desenvolver os aspectos do engajamento neutralizam esses efeitos indesejados.


Flow no relacionamento amoroso


Quando Freud foi solicitado a definir felicidade, ele deu esta resposta simples: “Trabalho e amor”. Disse ele: “Amor e trabalho são as pedras angulares de nossa humanidade”. Sabemos da importância do engajamento no trabalho. Por outro lado, é possível haver engajamento no amor? É possível duas pessoas estarem engajadas em um relacionamento, convivendo em um estado mental onde corpo e mente de ambos fluam em perfeita harmonia na direção de um objetivo único?


Sim! É possível duas pessoas estarem engajadas e em perfeita harmonia dentro de um relacionamento conjugal. Temos que concordar que são duas pessoas muito diferentes, cada uma com uma história, gostos, preferências, valores diferentes, feridas emocionais não curadas, formas de processar informações, atitudes, crenças e objetivos nem sempre iguais. Entretanto a arte de se relacionar estimula o casal aprender a administrar as fortes emoções que emergem em meio a todas essas diferenças e juntos enfrentarem o desafio de se tornarem mais engajados e preparados emocionalmente.


“Flow no relacionamento conjugal promove afeto positivo, criatividade, concentração, aprendizado, significado e propósito na vida e um senso de transcendência ou conexão com um todo maior” (David, Boniwell e Ayers). Assim o estado de fluxo pode se mostrar em diversas formas de expressão criativa conjunta, seja dançando, cantando, nas relações sexuais, escrevendo, ensinando, tendo uma conversa atraente, criando filhos com inspiração e também criando uma vida abundante, interessante e amorosa juntos.


Relacionamentos Positivos


Os relacionamentos são uma parte crucial de nossa sensação de bem-estar e felicidade. O quão autênticos são esses relacionamentos e a profundidade de nossas interações com amigos, família, entes queridos e nosso círculo social, mais amplo e significativo será esse relacionamento. A qualidade de nossas relações é mais importante que as características quantitativas, como o número de amigos que temos ou o tempo que passamos juntos. Além disso, estudos demonstram que relacionamentos positivos protegem emocionalmente as pessoas como também favorecem uma vida mais longa. De acordo com 148 estudos envolvendo 308.849 participantes, aqueles que tinham relações sociais mais fortes apresentaram probabilidade de sobrevivência aumentada em 50% (Rashid & Seligman, 2019).


Significado


Seligman define significado como sendo aquilo que nos conecta a algo maior, o que dá sentido à nossa existência e nos faz querer ir além. Para Seligman, significado é uma característica que preenche o nosso ser e que pode nos prevenir de distúrbios como a depressão, por exemplo. Ademais suas pesquisas mostram que as pessoas com seu lado espiritual mais bem desenvolvido e aflorado, acabam tendo também uma vida com mais significado.

Nós, seres humanos, temos a capacidade de conceber mentalmente a possibilidade de dar sentido, dar significado às coisas e ver sentido no que realizamos. Para viver no mundo como seres reflexivos, precisamos de três coisas, a saber:


1) Compreender o mundo ao nosso redor, 2) Encontrar direção para nossas ações e, 3) Encontrar valor em nossas vidas.


Victor Frankl, um pioneiro no estudo do significado, enfatizou que a felicidade não pode ser atingida simplesmente desejando felicidade. Em vez disso, ela deve acontecer como a consequência não intencional de trabalhar para um objetivo maior do que nós mesmos. As pessoas que buscam com sucesso atividades que as conectam com esses objetivos mais amplos atingem uma “vida significativa” (Rashid & Seligman, 2019).


Realização


Não basta sonhar, é preciso realizar. As realizações trazem as transformações que buscamos e precisamos em nossa vida. Através de nossas habilidades, talentos e competências, somos capazes de ir além de superar obstáculos e medos. Sem dúvida somos capazes de construir algo maior. Significa “fazer acontecer” e ao olhar para a nossa história, ter orgulho dos resultados.

É importante ter em mente que a realização requer consistência de comportamentos e hábitos específicos. Isto é, significa compreender o estabelecimento de objetivos intrinsecamente motivadores e significativos ​​que possam ser alcançados de forma realista e que proporcione a sensação de contínua felicidade e bem-estar.


Na prática da Terapia Sexual Positiva, o modelo PERMA em si não oferece técnicas para lidar com situações desafiadoras. Ele funciona como modelo orientador no cultivo de práticas que favorecem o desenvolvimento de características essenciais ao autodesenvolvimento emocional. Os elementos do modelo PERMA são trabalhados como características aprendidas e aprendíveis através das quais o terapeuta estimula o cliente a desenvolver em conjunto com outras quatro características adicionais que as complementam. São elas: otimismo, resiliência, gratidão e perdão.

Uma mensagem para levar para casa


A maneira como interpretamos nossas emoções determina a maneira como agimos ou reagimos a elas. Desenvolvimento emocional não significa ser feliz o tempo todo; nem garante nos proteger da dor. Com o desenvolvimento emocional, ganhamos a capacidade de aceitar nossos sentimentos e gerenciá-los de forma assertiva.


O desenvolvimento emocional tem a ver com seguir em frente e não permitir que contratempos temporários nos impeçam de alcançar nossos objetivos. Ele está ligado a valores, expressões, autocompaixão, gratidão e atenção plena, o que explica a paz interior que o desenvolvimento emocional traz consigo.


Referências:

Goleman, D. (1996). Inteligência Emocional. Rio de Janeiro, RJ: Objetiva. Mayer, J. D., Salovey, P., & Caruso, D. R. (2000). Models ofemotional intelligence. In R. J. Sternberg (Ed.), Handbook ofintelligence (pp. 267). New York: Cambridge UniversityPress. PositivePsychology.org (2021, abril). 8 Atividades e planilhas do modelo PERMA para aplicar com os clientes. Obtido em ‘https://positivepsychology.com/happiness-wellbeing-coaching-perma’ Rashid, T., Seligman, MEP. (2019). Psicoterapia positiva: Manual do terapeuta. Porto Alegre: Artmed. Seligman, MEP (2011). Florescer: Uma nova compreensão sobre a natureza da felicidade e do bem-estar (CP Lopes, Trad.). Rio de Janeiro, RJ: Objetiva.

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